Software para guest house e alojamento local em quartos

A guest house, o hostel e o alojamento local na modalidade quartos têm algo em comum: vendem quartos e não casas inteiras, muitas vezes com casas de banho ou cozinha partilhadas, e são geridos por uma ou duas pessoas que fazem tudo. Têm as obrigações de qualquer alojamento e o tempo de quem também faz as camas. Este guia explica o que o programa de gestão deve fazer e como escolher sem pagar funções de cadeia hoteleira.

Em resumo
  • No alojamento local, «quartos» e «estabelecimento de hospedagem» são modalidades diferentes, com limites próprios.
  • Precisas de um calendário por quarto sincronizado com todos os portais.
  • Os hóspedes estrangeiros comunicam-se no boletim de alojamento: os dados devem sair do check-in online.
  • O que mais tempo poupa são as mensagens automáticas, não as funções avançadas.

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As modalidades, na prática

O regime do alojamento local (Decreto-Lei n.º 128/2014, com as alterações seguintes) prevê quatro modalidades: moradia, apartamento, estabelecimento de hospedagem e quartos. Desde a Lei n.º 62/2018, a modalidade quartos corresponde à exploração na residência do titular, que é o seu domicílio fiscal, com um máximo de três quartos. A guest house com mais quartos e o hostel enquadram-se normalmente no estabelecimento de hospedagem (o hostel é uma designação reservada dentro desta modalidade, com requisitos próprios). Todos precisam do registo no RNAL e do número de registo nos anúncios.

Confirma o teu caso. As regras do alojamento local foram alteradas várias vezes e os municípios podem ter regulamentos próprios. O balcão do teu município, o Turismo de Portugal e o teu contabilista são a fonte certa.

O que o programa deve fazer

Um calendário por quarto, ligado aos portais

Com três ou oito quartos no Booking.com, no Airbnb e talvez no Hostelworld, o risco real é a reserva dupla. O programa deve atualizar disponibilidade e preços em todos os canais a partir do mesmo calendário, assim que entra uma reserva de qualquer um deles ou do teu site. Quartos iguais vendem-se como uma tipologia; quartos diferentes (o que tem casa de banho privada, o do terraço) ficam cada um por si.

Check-in sem fila à porta

Numa guest house raramente há receção aberta o dia todo. O check-in online, preenchido pelo hóspede antes de chegar, evita copiar documentos à porta e deixa preparados os dados do boletim. Se as chaves ficam numa caixa, o guia sobre a caixa de chaves e os códigos de acesso explica como o fazer com ordem.

Mensagens aos hóspedes

Confirmação, como chegar, horários, pedido de check-in online, pagamento em falta: são sempre as mesmas mensagens. Um programa que as envia sozinho, na língua do hóspede, vale mais do que muitas funções avançadas.

Pequeno-almoço e extras

Se ofereces pequeno-almoço, transfer ou aluguer de bicicletas, os extras devem ir para a conta do quarto, não para um caderno.

O que não precisas

Uma guest house não precisa de um PMS de cadeia: nada de módulos de banquetes, centros de congressos ou ligações a centrais telefónicas. Essas funções pagam-se na mensalidade e complicam o uso diário. Melhor uma app que uses no telemóvel, entre um check-in e as compras, com apoio que responde quando é preciso.

A tua guest house sem folhas de cálculo nem portais para atualizar à mão.

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Como o Vezpa o faz

No Vezpa uma guest house, um hostel ou um alojamento em quartos configura-se como «Hotel / AL com tipologias»: os quartos iguais formam uma tipologia, os diferentes ficam à parte e cada quarto tem o seu número no planning. Se geres várias casas que se arrendam inteiras, o tipo é «Gestor de alojamentos». Em todos os planos tens:

O plano Smart, a 39 € por mês, cobre até 8 quartos: para quase todas as guest houses pequenas é o certo. Equipa e limpezas estão no Smart+ (59 €). Os pormenores estão na página de preços, e para vender mais sem comissões há o guia das reservas diretas.

Os teus quartos num só calendário

Booking, Airbnb e reservas diretas no mesmo calendário, check-in online e mensagens automáticas na língua do hóspede. Abre a demo no navegador.

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Perguntas frequentes

Quantos quartos posso ter na modalidade quartos?
Desde a Lei n.º 62/2018, a modalidade quartos é a exploração na residência do titular, com um máximo de três quartos. Com mais quartos, o enquadramento costuma ser o estabelecimento de hospedagem. Confirma as regras atuais no Diário da República ou com o teu município.
Uma guest house tem de enviar boletins de alojamento?
Sim, para os hóspedes estrangeiros, incluindo cidadãos da União Europeia: a comunicação faz-se pelo boletim de alojamento no SIBA. Os hóspedes portugueses não precisam de boletim.
Preciso de um programa se tenho só três quartos?
Se vendes em mais do que um portal, sim: o calendário sincronizado evita as reservas duplas e o check-in online poupa-te a copiar documentos. Com poucos quartos interessa que a mensalidade seja proporcionada e que os canais não se paguem à parte.
Que tipo de alojamento escolho no Vezpa para uma guest house?
«Hotel / AL com tipologias»: agrupas os quartos iguais numa tipologia e deixas à parte os diferentes. Se geres várias casas arrendadas inteiras, o tipo certo é «Gestor de alojamentos».

Fontes e advertências. Decreto-Lei n.º 128/2014 (regime do alojamento local) e Lei n.º 62/2018, que criou o limite de três quartos para a modalidade quartos (Diário da República); Lei n.º 23/2007 para os boletins de alojamento. As regras foram alteradas várias vezes: confirma a versão consolidada. Preços e funções do Vezpa em vigor em outubro de 2026, IVA incluído.